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  • o homem do bosque
  • sangue na neve
  •  o visconde que me amava
  • Um Gato de Rua Chamado Bob
  •  O Dominador
  • sedução ao amanhecer
  • a estrela mais brilhante do céu
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  • o poder da espada
  • os naufragos
  • entre  o agora e o nunca
  • mel e amendoa
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A Mãe - Máximo Gorki




Possuo este livro, A Mãe, de Máximo Gorki, há algum tempo e sempre ficava adiando a hora de lê-lo, exatamente para que o momento de nosso encontro fosse para quando eu estivesse preparada, sem muitas obrigações de leitura ou de trabalho. Sempre faço isso com alguns livros, espero o momento certo para aproveitá-lo melhor. Assim, deixei nosso encontro para este mês de maio por ser o mês das mães, da mulher  e principalmente do trabalhador, e foi confortante saber que fiz a escolha certa.
Este livro é um Clássico da Literatura Universal, foi escrito em 1907 e é um retrato dramático e fascinante da real luta revolucionária russa vista a parti da ótica familiar, como também, do mundo dos trabalhadores. O fascinante neste livro é, sobretudo, por ele ter despertando, na época,  imenso entusiasmo político em jovens militantes de esquerda dispostos ao sacrifício da luta para a Revolução Russa de 1917. Historicamente visto como um documento panfletário  inclusive, foi alvo de comentário pelo próprio Lenine: ”É um livro necessário. Muitos operários partiram no movimento revolucionário de um modo não consciente, espontâneo, e ler A Mãe ser-lhes-á de grande proveito. É um livro muito oportuno.”  Tá vendo como o livro “é chique, bem!”
A Mãe, é, como já disse, antes de tudo, um panfleto revolucionário, mas sob o olhar de uma mãe.  Ela é o centro do livro, tudo se passa ao seu redor e é seguindo seus passos que a narrativa segue. A própria palavra “mãe, sugere amor, dedicação, renuncia, perdão, entrega, e todos os adjetivos que um leitor atento possa imaginar, por isso pode-se idealizar mesmo sem lê-lo de que é um livro emocionante, cativante. A mãe dedica-se “a causa” pelo filho e se transforma numa “camarada” atuante e obstinada, surpreendendo a todos os participantes.
O livro inicia com a descrição da vida simples de uma família operária russa, no início do Século XX. Lentamente, depois da morte do pai, o filho vai mudando seu comportamento e se afastando de sua mãe, pois estava sigilosamente se infiltrando no movimento proibido. Ao perceber o distanciamento e a mudança de comportamento do filho, a mãe conversa com ele e depois de alguns diálogos ele a confessa o que ele havia se engajado num movimento revolucionário contra o sistema trabalhista czarino . Ao perceber que o filho corria perigo, e sua causa era justa, já que ele estava lutando por ela, a própria mãe, e por todos os trabalhadores da nação, ela resolveu participar do movimento, além do que, desta forma ela teria a aproximação do filho. Portanto, seu amadurecimento político veio através de várias reuniões com outros camaradas nas noites escuras em sua cozinha. E ao perceber que o filho se tornava líder do movimento e que cada vez mais sua participação era imprescindível para a segurança dele, surpreendeu até a si mesma ao superar todas as dificuldades e aprender a ler, sozinha. Pois precisava fazer e distribuir os panfletos, para isso era necessário, antes de tudo, ler vários livros e revistas proibidas.
O ponto alto na narrativa é o dia 1º. De Maio de 1902, tudo gira em torno desta data, cujas manifestações reais, Gorki inspirou-se, inclusive nas prisões e julgamentos de seus participantes. E em todos os momentos a mãe estava lá, como mãe, não só de seu filho, mas de todos os revolucionários. Desde que ela entrou para a causa, em nenhum momento ela recuou, ou pensou em recuar, ou teve medo, sempre esteve disposta a lutar em diversas situações perigosas.
Gorki utiliza esta mãe para simbolizar a Pátria Mãe, acolhedora, protetora. Aquela camponesa submissa se transforma numa guerreira e luta por seus filhos, cheia de coragem e determinação vence o medo e ultrapassa todas as suas barreiras pelo sonho de liberdade que não é seu, mas dos seus, Assim como a própria Russia.
Bem, acabei de ler  este livro no sábado, véspera do Dia das Mães, e confesso que me emocionei muito com o desempenho desta mulher que pode ser qualquer uma, entre tantas mães que lutam por seus filhos, seja qual for motivo e em qualquer época. Recomendo a leitura deste romance a todos: mães e filhos.
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